segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Para refletir:

Símbolos do feminino e do sagrado 

Ó Lua de prata! Símbolo do feminino e do eterno retorno. Criança, quando Lua Nova; Menina-moça-mulher, na Lua Crescente; Mulher-Mãe, grávida da vida, quando se tornas Lua Cheia; Caminhas para morte na obscuridade da Lua Minguante e leva consigo a potencialidade do devir e retornas no próximo ciclo lunar. Deusa na dinâmica das varias fases desse jeito de ser lunar em forma de astro nas noites em que o Sol nos desampara com seu acaso.

Queremos te cultuar, ó Deusa-Mãe, nesta noite de claridade da tua plenitude. Queremos te venerar ó símbolo do sagrado feminino, aquela que é o receptáculo da vida, a Serpente Sagrada, símbolo da regeneração, Deusa da fertilidade de nossos ancestrais.

Queremos resgatar o feminino suplantado nos acontecimentos históricos da conquista do masculino, mas que está na consciência universal deste universo que se expande e conserva esse arquétipo original que a natureza criara.

Mãe-Terra, Deusa que nos sustenta na aventura desta existência neste solo em que pisamos. Tua fertilidade opera os milagres da natureza, a água que brota do teu seio e corre pelos rios, o ar que respiramos, as plantas e animais que se alimentam e nos alimenta numa simbiose sacrossanta.

A dança da vida neste casamento com o Céu, o Deus que te fecunda sem te diminuir por que é a outra parte de ti. Universo UNO. Céu e Terra na aliança do arco-iris, dois lados do Ser Supremo, duas faces do Todo. Bipolaridade. Masculino e Feminino sem o império do mais forte.   

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